MATERIAL ESCOTEIRO - GIWELL PARK
ESCOTISMO MUNDIAL - GIWELL PARK

Para milhões de escoteiros e escotistas em todo o mundo, Gilwell Park é famoso como local de treinamento e acampamento. Escotistas de mais de 20 países até hoje são distinguidos com a Insígnia de Madeira como sinal de terem completado sua formação, conforme a tradição de Gilwell iniciada por Baden- Powell. Ao receber sua Insígnia de Madeira, eles automaticamente tomam-se membros do 1.º Grupo Escoteiro de Gilwell Park; sem dúvida, o maior Grupo Escoteiro do mundo.

A história fascinante de Gilwell Park vai bem além dos oitenta e um anos em que a Associação Escoteira tem sido proprietária dessa área. Pode-se encontrar registros da propriedade desde o ano 1407. Nesses mais de 500 anos, a propriedade passou por diversos donos, tendo sua área sido aumentada ou diminuída em diversas ocasiões. Também, nesse período, foram construídas diversas edificações de madeira, que são mantidas até hoje, devidamente restauradas.

Gilwell foi adquirida pela Associação Escoteira pelo generoso proprietário de uma editora de Edinburgh, chamado William F. de Bois Maclaren. Maclaren estava expandindo seus negócios de Edinburgh para Londres, e, em uma das visitas à cidade, viu consternado os Escoteiros em East End tentando aplicar seu programa nas ruas e terrenos baldios.

Em novembro de 1918 ele contatou B.P. e disse-lhe de seu desejo de suprir o dinheiro para comprar um local de acampamentos para os Escoteiros de East End. Sua idéia original era comprar 240 hectares de terra em Ashdown Forest, em Sussex, mas ele percebeu que Sussex estava a uma distância muito grande de Londres.

Baden-Powell comentou o assunto com P. B. Nevill, que era Comissário da área Leste de Londres na ocasião. Em 20 de novembro, segunda-feira, Nevill e Maclaren jantaram juntos para discutir o assunto. Tendo visto diversas opções, concordaram em buscar um local em determinadas áreas e Maclaren concordou em ofertar 7.000 libras para o projeto.

Equipes de Pioneiros procuraram nas áreas escolhidas durante algum tempo, sem encontrar o que queriam, até que um dia, um jovem Assistente de Chefe, chamado John Gayfer, contatou Nevill e sugeriu Gilwell Hall, um lugar onde ele ia sempre fazer observação de pássaros. Nevill visitou o local e ficou impressionado com o que viu, mesmo que a propriedade estivesse em estado deplorável. Ele achou uma placa caída com o nome da imobiliária, e, ao contatála, descobriu que a propriedade estava à venda por 7.000 libras, exatamente a quantidade oferecida por Maclaren. Na ocasião, a propriedade tinha um total de 22 hectares.

Tendo sido realizada a compra, Nevill levou seus Escoteiros na Quinta-feira Santa de 1919 para começarem a operação limpeza. A velha casa estava em péssimo estado de manutenção e todo o chão estava coberto de vegetação. Em sua primeira visita, os Escoteiros encontraram o solo tão úmido que lhes foi impossível armar as barracas, de maneira que dormiram a primeira noite em um barracão de jardineiro, que eles chamaram de “The Pigsty”. Esse barracão ainda está no mesmo lugar.

A partir de então, grupos de Escoteiros iam regularmente passar seus fins de semana limpando o campo; e Maclaren visitava o local com freqüência a fim de observar o progresso dos trabalhos. O volume de trabalho, particularmente o de restauração da casa, fora claramente subestimado. Maclaren, contudo, estava tão entusiasmado com o projeto que investiu mais 3.000 libras.

O interesse de Maclaren era unicamente de prover um local de acampamento. mas a visão de Baden-Powell era de um centro de treinamento para os Chefes Escoteiros e durante aquele período ele conseguiu convencer Maclaren que as duas coisas poderiam ocorrer paralelamente e com harmonia.

Os trabalhos continuaram até que em maio de 1919, foi designado o primeiro Chefe do Campo, Francis Gidney, um líder criativo e com grande experiência no escotismo, e os trabalhos ganharam maior forma e direcionamento. Foram feitos planos para uma cerimônia oficial de inauguração no dia 19 de julho de 1919 e foram impressos convites para o evento. Contudo, descobriram a seguir que a maioria dos Escoteiros de Londres estavam comprometidos a apoiar o Festival Oficial da Paz que seria comemorado naquele mesmo dia. Assim, a inauguração foi adiada para uma semana depois, 26 de julho de 1919, sábado. Os convites foram corrigidos a mão para economizar dinheiro e foram distribuídos para todos os dirigentes e Comissários dos Distritos Escoteiros de Londres e autoridades. Naquele dia, Gilwell foi aberto pela Sra.. Maclaren, que cortou a fita escoteira verde e amarela no portão principal e declarou aberto o Gilwell Park. A Casa Branca foi enfeitada com panos de cor branca e bandeiras do Reino Unido, com flâmulas e emblemas pendurados nas janelas. Isso, contudo, pouco ajudou para disfarçar o estado lamentável em que se encontrava a casa.

Os 22 hectares naquela ocasião incluíam a Casa Branca, o Campo de Treinamento e o pomar, além da área de Acampamento para Escoteiros (Little e Great Gilwell). O próprio Baden-Powell desenvolveu detalhadamente o curso para Chefes Escoteiros nas linhas que ele havia traçado já nos idos de 1913. Consistia de três partes: uma parte teórica, abordando os Fundamentos do Escotismo; uma parte prática, de uma semana em acampamento; e uma parte administrativa na forma de avaliação de desempenho do Chefe em sua própria tropa.

O PRIMEIRO CURSO PARA CHEFES E A INSÍGNIA DA MADEIRA

O primeiro curso para Chefes em Gilwell Park ocorreu entre os dias 8 e 19 de setembro de 1919. O próprio Baden-Powell desenvolveu os detalhes do curso para chefes escoteiros seguindo as linhas que ele havia traçado já em 1913. O curso deveria consistir de três partes: uma parte teórica que tratava dos fundamentos do escotismo, exposta em seu livro Aids to Scoutsmastership; uma parte prática em um acampamento de uma semana; e uma parte administrativa, representada pelo desempenho do chefe escoteiro em sua própria tropa.

Ele seguiu o padrão usado com os rapazes em Brownsea, doze anos antes. O Sistema de Patrulhas foi novamente testado com os dezenove participantes do curso divididos em Patrulhas e vivendo uma vida de Patrulha. A instrução também teve a mesma forma que a de Brownsea. Cada dia um novo assunto era introduzido e abordado através de demonstrações, práticas e jogos.

O Que deveriam receber aqueles homens como indicação de que terminaram seu treinamento de campo? O normal seria pensar em algum certificado; mas Baden-Powell não se importava com certificados. Ele procurou entre seus troféus e lembranças e encontrou um longo colar de contas de madeira
que encontrara na caverna abandonada do chefe Dinizulu na mata, durante a guerra contra os Zulus em 1888. Ele deu de presente a cada participante do curso uma conta, dizendo que eles próprios deveriam confeccionar outra conta e usálas como sinal de que concluíram o curso. Essas simples contas de madeira logo tomaram-se um dos bens mais preciosos que um Chefe pode aspirar. As contas deram ao treinamento seu nome: Curso de Insígnia de Madeira. Quando terminaram as contas originais de Dinizulu, a equipe de treinamento de Gilwell esculpiu outras para manter a tradição estabelecida por B-P.


B-P e Chefes Escoteiros em 1922 - Gilwell Park

ACONTECIMENTOS POSTERIORES

Em 1921 ocorreu o primeiro Curso da Insígnia de Madeira do Ramo Lobinho; em 1926 o primeiro Curso de IM do Ramo Pioneiro; em 1928 o primeiro Curso de IM para Comissários; em 1949 o 100.º curso do Ramo Lobinho e em 1951 o 200.º curso do Ramo Escoteiro. Em 1952 ocorreu em Gilwell Park o Primeiro Indaba Mundial de Chefes.

A partir de 1922 começou-se a construir novos edifícios na área, para cursos, seminários, oficinas, hospedagem, etc. Em 1926 foi construído um edifício para hospedagem e treinamento, cujo andar superior tomou-se a “Toca da Alcatéia” do 1” Grupo Escoteiro de Gilwell Park e foi usado para treinamento de Chefes de Lobinhos. Entalhes de animais e a Lei original dos Lobinhos ainda podem ser vistas gravadas nas vigas do teto hoje. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial (1940-1945), a propriedade foi requisitada pelo Ministério da Guerra e tomou-se um centro de treinamento dos Atiradores Ack Ack e Quartel General das defesas tocais das fábricas de munição e de armamento assim como depósito para essas fábricas. Além disso, os anos de guerra produziram poucas mudanças em Gilwell, exceto o presente de Hitler para os escoteiros, o Buraco da Bomba. Jovens Escoteiros hoje imaginam apaixonadamente que a bomba que caiu ali deveria ser de tamanho gigante, mas o buraco foi aumentado significativamente pelo menos umas três vezes desde então.

Após a Guerra, a Associação comprou diversas propriedades adjacentes, aumentando significativamente a área daquele Campo Escola. Diversas associações escoteiras e governos de outros países doaram equipamento ou dinheiro para construir novas acomodações em Gilwell Park. Em termos de acampamento, literalmente milhões de Escoteiros de todo o mundo acamparam e desfrutaram o companheirismo em Gilwell Park. Tudo ocorre ali, desde o acampamento de uma Patrulha de Escoteiros locais até os dias de grandes atividades, reunindo 30.000 lobinhos de todo Reino Unido. Em termos de treinamento, centenas de milhares de Chefes e Comissários têm vindo de todo o mundo para serem treinados. Como resultado daquele primeiro Curso de Treinamento para Escotistas, que ocorreu entre os dias 8 e 19 de setembro de 1919, no qual o próprio Baden-Powell deu palestras especiais, foi estabelecida a Reunião de Gilwell, um evento anual que tem ocorrido desde 1921 (exceto nos quatro anos da Guerra), permitindo que os possuidores da Insígnia de Madeira de todo o mundo reunam-se como o 1” Grupo Escoteiro de Gilwell Park.Mais que um simples local de treinamento e acampamentos, Gilwell Park fala de pessoas. Sabemos que as características de qualquer lugar ficam definidas por seus habitantes, e que o caráter das pessoas é influenciado pelo tipo de lugar em que vivem.

Gilwell é o lugar que busca manter vivo o espírito do melhor dos ensinamentos de Baden-Powell e que se mantém vivo, não por sentimentalismo, mas por transmitir uma mensagem positiva de humanidade, caráter, civismo, aventura e alegria de viver para todos os homens e mulheres que passam por ali.

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Quando Gilwell Park foi comprado para o Movimento Escoteiro. em 1919, e foi introduzido o treinamento formal para Chefes, Baden-Powell sentiu que os Escotistas que completassem um curso, deveriam receber algum reconhecimento. Originalmente ele imaginou que aqueles que passassem por Gilwell deveriam usar uma borla ornamental em seu chapéu escoteiro. Em vez disso, foi instituída a alternativa de duas pequenas contas presas a um laço no chapéu ou a uma presilha de botão para o paletó. Essa insígnia foi chamada de Insígnia de Madeira. Em pouco tempo se parou de usar as contas de madeira no chapéu e, em seu lugar, elas foram presas a um cordão de couro usado no pescoço, uma tradição que continua até hoje.

As primeiras Insígnias de Madeira foram tiradas de um colar que pertencera a um chefe zulu chamado Dinizulu, que B-P encontrou quando esteve na Zululândia. em 1888. Em ocasiões oficiais, Dinizulu usava um colar de 3,5metros de comprimento. que continha aproximadamente 1.000 contas, feitas de madeira de acácia amarela sul-africana. Essa madeira tem uma medula macia que facilita a introdução de um cordão de couro cru, atravessando a conta. Era assim que as 1.000 contas eram dispostas. As contas variavam de tamanho, desde bem pequenas até algumas com 4 polegadas. O colar era considerado sagrado e era concedido como dignidade real ou a guerreiros valorosos.

Ao Procurar um emblema para ceder as pessoas que passassem pelo curso de Gilwell, BP lembrou-se do colar de Dinizulu e o cordão de couro dado a ele por um ancião africano em Mafeking. Ele tomou duas das contas menores, furou-as no centro, atravessou com cordão de couro e chamou aquilo de Insígnia da Madeira.

Os primeiros conjuntos de contas vieram todos do colar original, mas o suprimento logo acabou. Assim, um dos exercícios nos primeiros cursos era receber uma conta original de acácia e esculpir a outra de uma madeira branca e dura (faia). Por fim as contas de madeira de faia passaram a ser o padrão e durante muitos anos elas eram feitas pelo staff de Gilwell em seu tempo livre. Da mesma maneira, os participantes dos curso da Insígnia da Madeira recebiam uma conta ao terminar o curso (parte prática) em Gilwell e recebiam a segunda conta ao completar a parte teórica (questionário) e a pratica supervisionada.

B-P teve a idéia de usar as contas no chapéu durante a Primeira Guerra Mundial, depois de ter visto os militares da Força Expedicionária Americana usando chapéus Stetson B.P. de aba larga (esse B.P. não é de Baden Powell, mas da marca “Boss of the Plains”, da Stetson) com bolotas de carvalho presas às duas extremidades de um cordão, que impediam o chapéu de voar sob um vento forte, ele pensou em fixar duas contas da mesma maneira no chapéu escoteiro, mas mudou de idéia quando lhe chamaram a atenção ao fato de que os Chefes Escoteiros somente usavam seu chapéu ao ar livre. Assim ele decidiu que as contas deveriam ser usadas ao redor do pescoço.

Logo surgiram variações, cordões com duas contas eram usados pelos Escotistas, três contas eram usadas pelos Assistentes de Formação (antes chamados de Assistentes de Chefe de Campo) e quatro pelos Formadores (antes chamados de Chefes de Campo Interinos).

Durante alguns anos, os Chefes de Lobinhos tiveram seu próprio sistema. De 1922 a 1925, os Chefes de Lobinhos recebiam uma Presa de Lobo, ou Insígnia de Akelá, que era formada por um único dente canino de lobo em um cordão de couro. Os Formadores de Chefes de Lobinhos, também conhecidos por Chefes de Akelás, usavam dois caninos. Essas presas de lobo eram dentes reais ou réplicas de madeira, das quais existem pouquíssimas hoje em dia.

O uso da Insígnia de Akelá teve vida curta porque, em 13 de novembro de 1925, o Comitê do Conselho decidiu que deveria haver apenas um tipo de insígnia para Cursos de Chefes, a Insígnia de Madeira, mas que seria usada com uma característica diferencial ... a fim de identificar a Seção do Movimento na qual o Chefe estava atuando. Essa característica tomou a forma de uma conta colorida do tipo das usadas em ábacos, colocada imediatamente acima do nó do cadarço de couro. Essas contas eram amarelas para o Ramo Lobinho, verdes para o Ramo Escoteiro e vermelhas para o Ramo Pioneiro (Rovers). Mas isso não durou muito e foi revogado por uma decisão do Comitê do Conselho, de 14 de outubro de 1927. Somente algumas dessas contas ainda existem.

Quando outros países estabeleceram os Cursos de Insígnia de Madeira segundo o padrão estabelecido por Gilwell, a pessoa que originalmente estava a cargo do curso era chama da de Chefe de Campo Interino de Gilwell (Gilwell Deputy Camp Chief), representando Gilwell Park em seu próprio país. Segundo uma tradição supostamente estabelecida por Baden-Powell, essa pessoa podia usar cinco contas. A maioria dessas cinco contas foi outorgada nas décadas de 1920 e 1930, mas o que ocorreu com elas e quem as usou não se sabe.

O próprio Baden-Powell usava seis contas. Mas B-P também concedeu um conjunto de seis contas a Sir Percy Evereft. Sir Percy era um amigo de B-P desde o acampamento original na ilha de Brownsea, em 1907, e tornou-se Comissário de Treinamento e, por fim, Escoteiro Chefe Adjunto. B-P desejava reconhecer a tremenda dívida que tinha para com Sir Percy. Assim, ele presenteou-lhe um colar com seis contas.

Em 1949, Sir Percy presenteou seu colar de seis contas a Gilwell, para que fosse usado como insígnia oficial do Chefe de Campo, isto é, da pessoa em Gilwell que fosse responsável pela Equipe de Formação. John Thurman, Chefe de Campo naquela ocasião, usou o colar até que se aposentou em 1969, quando o colar foi passado para Bryan Dodgson. Diretor de Formação. Depois de sua aposentadoria, em 1983. e de uma reorganização dos títulos e funções da equipe, o colar de seis contas foi usado por Derek Twine, Comissário Executivo daquelaépoca (responsável pelo Programa e pela Formação). Hoje, depois de outras mudanças nos títulos, o colar é usado por Stephen Peck, Diretor de Programa e Desenvolvimento.

A concessão de contas de madeira como reconhecimento de mérito é uma antiga tradição zulu. Pode-se ler a esse respeito na história de Charles Rawden Maclean, também conhecido como John Ross, que foi náufrago na costa da Zululândia em 1825. Ele foi uma das primeiras pessoas brancas a encontrar-se com o grande rei zulu Shaka. Em sua descrição do Festival das Primícias, ele escreveu: “Eles agora começam a ornamentar e decorar as pessoas com ornamentos de contas e de bronze. A parte mais curiosa dessa ornamentação consistia de diversas fileiras de pequenos pedaços de madeira ... unidos por cordões e usados como colares ou braceletes... Ao perguntar, descobrimos que os guerreiros zulus davam muito valor a isso que aparentemente eram quinquilharias inúteis, pois se tratava de condecorações de mérito conferidas por Shaka. Cada fileira significava o reconhecimento de determinado ato heróico e o usuário o havia recebido das próprias mãos de Shaka.” Mais tarde, quando Maclean encontrou a família real, ele observou que Dingane, meio-irmão de Shaka, “vestia-se da mesma maneira que o rei, mas sem ostentar um colar de contas tão grande”.

Não há dúvidas de que as contas de Dinizulu eram idênticas às que Maclean viu Shaka usando e é extraordinário o fato de B-P ter escolhido essas contas como distinção, a ser entregue por suas próprias mãos. sem saber que Shaka as usava da mesma maneira.

Hoje. milhares de rapazes zulus são escoteiros e em 1987 o Ministro Chefe Mangosuthu Buthelezi de Kwvazulu foi convidado de honra em uma grande reunião Escoteira. A mãe do Chefe Buthelezi, Princesa Magogo era filha de Dinizulu. Naquela grande reunião o Escoteiro Chefe da África do Sul tirou do seu pescoço um colar no qual havia quatro contas da Insígnia de Madeira e deu-o ao Chefe Buthelezi como ato simbólico de devolução das contas para seu herdeiro legal.

O CORDÃO DE OURO

Outra parte importante da Insígnia de Madeira, além das contas, é o próprio cordão de couro. BadenPowell originalmente ganhou um durante o Cerco de Mafeking, em 1899/1890, quando as coisas não iam tão bem. Um ancião encontrou-se com ele e perguntou-lhe sobre sua aparência depressiva, tão incomum. Então o homem tomou o cordão de couro que ele usava em seu pescoço e colocou-o nas mãos de BP. “Use isso”, disse ele. “Minha mãe me deu de presente par dar sorte. Agora ele vai trazer sorte a você.” Assim, a partir dessas duas lembranças de sua carreira militar na África, o cordão de couro de um ancião em Mafeking e o colar de Dinizulu, B-P confeccionou o que hoje é conhecido por todo o mundo como Insígnia de Madeira.

O LENÇO DE GILWELL

William de Bois Maclaren, negociante escocês e Comissário Distrital de Rossneath, Dunbartonshire, pagou 7.000 libras em 1919 para comprar Gilwell Park, uma propriedade de 24 hectares nos limites da Floresta de Epping, em Londres, para ser campo de treinamento para Escotistas e local de acampamento para escoteiros. Ele também doou outras 3.000 libras para ajudar a reformar a Casa Branca que estivera abandonada nos 14 anos anteriores e encontrava-se deteriorada. Quando Gilwell Park foi oficialmente aberto, em 26 de julho de 1919, a Sra. Maclaren cortou a fita nas cores escoteiras (verde e amarelo) que foram penduradas à entrada da Casa Branca, para comemorar a inauguração. B-P, então presenteou Maclaren com o Lobo de Prata, como sinal da grande dívida que o Movimento Escoteiro tinha para com ele.

William de Bois Maclaren, negociante escocês e Comissário Distrital de Rossneath, Dunbartonshire, pagou 7.000 libras em 1919 para comprar Gilwell Park, uma propriedade de 24 hectares nos limites da Floresta de Epping, em Londres, para ser campo de treinamento para Escotistas e local de acampamento para escoteiros. Ele também doou outras 3.000 libras para ajudar a reformar a Casa Branca que estivera abandonada nos 14 anos anteriores e encontrava-se deteriorada. Quando Gilwell Park foi oficialmente aberto, em 26 de julho de 1919, a Sra. Maclaren cortou a fita nas cores escoteiras (verde e amarelo) que foram penduradas à entrada da Casa Branca, para comemorar a inauguração. B-P, então presenteou Maclaren com o Lobo de Prata, como sinal da grande dívida que o Movimento Escoteiro
tinha para com ele.

O ANEL DE GILWELL

Para informações detalhadas sobre o anel de Gilwell, veja a ficha informativa: The Orign of the Woggle. O anel de Gilwell foi criado inicialmente em 1920 por Bill Shankley, membro da equipe de Gilwell. Ele produziu um nó cabeça-de-turco, com duas voltas, que foi adotado como anel oficial. Em 1943, John Thurman, Chefe de Campo, desejava algum reconhecimento do término de cada nível do Programa de Formação e pareceu-lhe lógico presentear uma parte da Insígnia de Madeira ao se completar o que era chamado de Curso Básico. Portanto, de 1943 a 1989, o anel de Gilwell foi concedi do ao se completar o Curso Básico e o lenço de Gilwell e a Insígnia de Madeira ao se completar o Curso Avançado. O anel de Gilwell ainda pode ser comprado hoje pelos adultos para ser usado com o lenço do Grupo ou com o lenço de Gilwell.


Fonte: Apostila do Curso Avançado Dirigente Institucional – Escotismo Mundial e Gilwell Park - RMG